São José de Ribamar em Crise

   
O secretariado pífio de uma administração caótica
 Administração de Gil Cutrim caminha sem integração entre Secretarias de Governo e moradores de comunidades ribamarenses apontam interesse eleitoreiro como causa. A discrepância residiria na preocupação dos secretários em “fechar” acordos obscuros em torno da reeleição do prefeito, fazendo às vezes de cabos eleitorais e vassalos de pronto atendimento
Por Fernando Atallaia
Da Agência Baluarte
A inércia e a morosidade que acompanham as Secretarias de Governo da prefeitura de São José de Ribamar na gestão de Gil Cutrim não são uma mera coincidência, ao que tudo indica. Os secretários, de acordo com funcionários da prefeitura que preferiram não ser identificados, estão trabalhando duro. Muito duro, mas em outra direção: a reeleição do prefeito em 2012.
Na última eleição, há dois meses, para escolha dos novos membros do conselho tutelar do município, funcionários e secretários de Gil Cutrim, teriam sido vistos barganhando votos para as chamadas ‘’ chapas do prefeito’’. Uma espécie de prévia do que devem fazer nas eleições que se aproximam. Um dos bairros onde o aliciamento teria acontecido fora a Maiobinha, um dos grandes redutos eleitorais da cidade.
Gil Cutrim: secretariado 'trabalhando' em prol da reeleição
Pelo visto a administração pública local está dividida em suas ações. De um lado prossegue dentro das alusões marqueteiras à figura de Luis Fernando Silva, que para a grande maioria das lideranças políticas ribamarenses, é o exemplo maior do achincalhamento de nomes em potencial ao Legislativo e mesmo à titularidade de secretarias de governo. Luis Fernando é tido como um perseguidor nato de políticos locais. Do outro, o poder econômico e a coerção, são as ferramentas com as quais a prefeitura pode sim tecer suas estratégias óbvias de agrupamento e mapeamento forçado de votos em detrimento da adesão voluntária dos que querem votar pelo direito inalienável que lhes confere a democracia.
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O medo é de proporções incomensuráveis, certamente. O medo de perder o Governo para a insatisfação popular e para a Oposição, que aos poucos vem se fortalecendo rumo às eleições majoritárias, faz o grupo governista agir com as armas que tem. E não são muitas. O fato é que o perfil do eleitor ribamarense mudou e com a mudança vêm também outros posicionamentos. A revolução midiática implantada em Ribamar desde 2005, estampada na proa dos jornais, televisões, revistas, programas de rádios e prêmios ilegítimos já não terá o mesmo efeito que obteve nas últimas eleições. Não há mais tempo para recorrer. Já se sabe que São José de Ribamar é hoje uma cidade com péssima prestação de serviços públicos em todas as áreas e que não há plano de governo na atual gestão que trave a ineficácia e o desgarrar de suas secretarias. 
No entanto, os secretários de governo e suas pastas em total desalinho sobrevivem intocáveis. Não por serem bons. A queda de um secretário- e ai todos são questionáveis em se tratando de competência-, ofuscaria ainda mais o falso equilíbrio que a gestão de Gil Cutrim tenta disseminar entre os ribamarenses menos avisados. A estes ribamarenses, a tórrida realidade da cidade e sua lamentável condição de município miserável em setores essenciais da administração pública como Saúde, Infra- Estrutura, Cultura e Educação, mostram uma São José de Ribamar bem diferente daquela cidade exposta nos out-doors e peças publicitárias pagos pela prefeitura, as mesmas peças que não expõem os índices assustadores de um IDH gritante e quase que irremovível que povoa todo município, da Sede à Região das Vilas, Só não enxerga quem não quer!

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