UMA AULA NADA CONVENCIONAL! PROFESSORA É PRESA POR FAZER ''PROVA ORAL''


Professora é presa por fazer “prova oral” nas alunas
Do jornal Diário do Povo

Maria Berenice Alcântara Nogueira, 47 anos, doutora em Gestão Educacional e professora do curso de Pedagogia de uma instituição de ensino superior privada do estado do Piauí foi presa na tarde de ontem por assédio sexual a estudantes que ela orientava o Trabalho de Conclusão de Curso na graduação.

Segundo depoimento de suas alunas a qualificação dos projetos de pesquisa estava condicionada a encontros sexuais na residência da professora. A doutora Berenice nos emails trocados com as vítimas chamava de “prova oral” os favores sexuais solicitados as orientandas.

As alunas que não se rendiam ao assédio eram sumariamente reprovadas. Existem depoimentos de alunas que tiveram seus projetos recusados pela professora por supostamente não possuírem boa aparência e/ou forma física atrativa.

Em vídeo gravado por celular de uma orientanda Berenice aparece dizendo: “Só oriento os ‘filé’. ‘Chã de Dentro’ eu deixo pra quem não é do babado. Ai como eu sou bandida”. Este vídeo foi a prova final de uma investigação de quatro meses que culminou com a prisão da professora na sala de aula.

O policial que efetivou a prisão está sendo investigado pela corregedoria de polícia por suposto abuso de autoridade. Ao dar voz de prisão o investigador Eduardo Pagani teria dito a professora: “Agora você vai lamber bife na cadeia”.


MPF/MA move ação civil contra a Ufma


O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil pública contra a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) por irregularidades verificadas na aplicação de concurso público para provimento de vagas na carreira do magistério superior. Na ação, o MPF/MA pede, em caráter liminar, a suspensão do concurso e dos cargos de dois professores do curso de Direito, nomeados pela instituição.

O concurso foi aberto, no final de 2011, para o preenchimento de seis vagas de professor adjunto e assistente da instituição, sendo que três destas vagas eram direcionadas para disciplinas do curso de Direito da Ufma.

Segundo o MPF, apesar de determinação prevendo que as provas de concurso público devem ser realizadas 60 dias após a publicação do edital, as avaliações para os candidatos às vagas do curso de direito foram agendadas para o início de janeiro de 2012, pouco mais de 30 dias após a abertura do concurso.

Para as vagas de professor do curso de Direito, o edital previa, ainda, que os candidatos poderiam ter titulação inicial de mestre, medida em desacordo com a resolução que regulamenta as normas sobre os concursos públicos para provimento de cargos da carreira do magistério da educação superior, que exige a titulação de doutor para professor adjunto e assistente.

Para o MPF/MA, o concurso é marcado por irregularidades, uma vez que, em investigação feita pelo órgão, foi constatado que professores substitutos da Ufma, mesmo sendo candidatos do processo, participaram das decisões referentes às datas, etapas e banca examinadora do certame. “Em depoimentos de testemunhas, comprovamos a existência de vínculos afetivos entre alguns candidatos e a banca examinadora do concurso”.

Na ação, o MPF/MA quer a anulação do concurso público, a suspensão do exercício dos cargos de professores de Jaqueline Prazeres de Sena e Márcio Aleandro Correia Teixeira, e a proibição de convocação de novos candidatos aprovados no certame.



(Ascom/MPF-MA)


A dialética das ruas

Por Alberto Diniz


Tudo previsto, roteirizado. Script e cronograma infalíveis, o capítulo corria célere, o projeto era sólido: desmanchou em horas. Ninguém contava com o efeito deletério das repetições, da rotina, da fadiga, muito menos com a hipótese de impaciência e contrariedade do distinto público com os sucessivos sapos que continuamente era obrigado a engolir. Acostumados à dramaturgia simplificada das telenovelas e apoiados nos mesmos paradigmas de aferição de opiniões, imaginava-se que a fórmula era imbatível: Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno.

Uma grande dose de arrogância combinada a um incrível teor de subserviência e amadorismo contagiou estrategistas e operadores, protagonistas e coadjuvantes, aliados e oportunistas. Imantada pela polarização, a oposição clonou instintivamente os movimentos do adversário. Resultado: poder e contrapoder foram varridos pela dialética das ruas.

Esta mesma dialética empurrou em poucos dias um impressionante movimento que se orgulhava do pedigree anarquista e libertário para o beco sem-saída da truculência antipartidária. Todos os nossos partidos são caricaturas políticas, sem exceção, mas representam legitimamente o pluralismo democrático que uma sociedade infantilizada, clerical e elitista foi capaz de construir nos últimos 25 anos.


A tentativa de expulsar os partidos das ruas não é apenas ridícula, contém uma forte conotação fascistóide. Remete à Itália, lembra o palhaço-facínora Benito Mussolini na sua marcha sobre Roma, lembra o seu êmulo contemporâneo, o palhaço-palhaço Beppe Grillo, do Movimento Cinco Estrelas contra políticos e política.


Tudo mudou


Os atos de violência contra equipamentos de diferentes redes de TV não são acidentais. Fortalecidos pelas mídias digitais, alguns militantes imaginam-se senhores das ruas esquecidos de que seu universo é virtual – no mundo real as verdades devem ser questionadas e as reivindicações, argumentadas. Apenas com tuítes e palavras de ordem não se constrói um país.

Além da prepotência palaciana, o trauma que vivemos resulta de uma enorme inépcia expressa tanto na incapacidade para prever o tsunami com no torpor da reação aos seus efeitos iniciais. Uma perplexidade estendida ao longo de cinco dias – da segunda (17/6) até a sexta (21) – perde seu caráter reflexivo para confundir-se com catatonia pura e simples. As platitudes pronunciadas nas solenidades são indesculpáveis. Chorar seria mais eficaz.

A ventania mudou tudo: agenda, forças, calendário, valores, vocabulário, slogans, parcerias, discursos, prioridades, elenco, dogmas e composturas. No país do futebol mudou até a ditadura do futebol.
 

A dialética como conflito-e-ajuste opera milagres.




Alberto Diniz é jornalista e editor do portal Observatório da Imprensa.
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Baterista toca por 24h e bate recorde em prêmio da MTV

Com categorias incomuns, O Music Awards consagrou Joe Jonas, Tokio Hotel, Jack White e Yoko Ono

O Globo


LOS ANGELES - O músico Andrew W.K., que se descreve como "o rei da festa", bateu nesta semana um recorde mundial, ao passar 24 horas tocando bateria para o prêmio O Music Awards, da MTV. Nesse prêmio, fãs votam em várias categorias para reconhecer artistas que influenciaram nas redes sociais.
O longo show de W.K. foi mostrado apenas via Internet. O norte-americano Andrew Fetterly

Wilkers-Krier, de 34 anos, tocou entre quarta e quinta-feira, estabelecendo o recorde de Mais Longa Sessão de Bateria em uma Loja de Varejo, disse a MTV em nota.

Questlove e Andrew W.K. posam durante o O Music Awards Foto: Theo Wargo / AFP
Questlove e Andrew W.K. posam durante o O Music Awards 
O “Guinness Book”, que verifica recordes oficiais, não respondeu de imediato a um pedido para comentar. Artistas como Jonas Brothers, Hanson, Atlas Genius e Kate Nash se apresentaram durante as 24 horas de show nos estúdios da MTV em Nova York, Los Angeles e Nashville.
A MTV disse que foi o maior evento desse tipo já feito exclusivamente para a Internet. O canal disse ter recebido mais de 100 milhões de votos para o prêmio no seu site. Vencedores incluíram Joe Jonas, na categoria melhor Instagram de artista, o roqueiro Jack White, como gênio analógico, e o grupo pop alemão Tokio Hotel, com o melhor exército de fãs.

Yoko Ono, de 80 anos, viúva do falecido beatle John Lennon, ganhou o prêmio de gênio digital, por seu trabalho artístico e musical na rede, e também por sua presença nas redes sociais.

Essa é a terceira edição do prêmio, e nas duas anteriores recordes também foram batidos. Em 2011, o rapper Chiddy, da dupla Chiddy Bang, entrou para o Guinness com o "mais longo rap freestyle" e "mais longa maratona de rap", depois de se apresentar por nove horas.

Em 2012, a banda de rock Flaming Lips bateu o recorde de maior número de shows em 24 horas - foram apresentações em oito cidades, viajando de ônibus e superando o recorde de Jay Z, com sete apresentações em 24 horas, se deslocando de jatinho.

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