Pesquisa resgata produção intelectual do poeta Bandeira Tribuzi 

“Ó minha cidade / Deixa-me viver / que eu quero aprender / tua poesia / sol e maresia / lendas e mistérios / luar das serestas / e o azul de teus dias”.


Quem nunca ouviu o poema "Louvação a São Luís", que se transformou no hino oficial da capital maranhense? O hino é de autoria do poeta Bandeira Tribuzi, apaixonado pela sua terra natal. Nascido José Tribuzi Pinheiro Gomes, foi também economista e jornalista de grande prestígio no Maranhão e precursor do modernismo literário no Maranhão.


Como legado, Bandeira Tribuzi deixou uma rica produção literária e jornalística, o que incentivou o pesquisador e professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), José Ribamar Ferreira Junior, a realizar um resgate da memória do poeta por meio da digitalização de documentos disponibilizados por sua família, entre eles manuscritos e obras impressas.

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O importante poeta maranhense Bandeira Tribuzi: produção intelectual resgatada por pesquisa.
 “A necessidade surgiu do fato de os documentos [manuscritos, cartas, partituras e livros] estarem dispersos e sofrendo a ação do tempo. Tribuzi atuou em diversas áreas, tendo participação importante na condição de planejador econômico para administrações estaduais no Maranhão. Foi, ainda, um poeta de reconhecimento nacional, músico e jornalista engajado nas lutas políticas e sociais do nosso Estado”, explica o pesquisador, pós-doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP).


De acordo com José Ribamar Ferreira Junior, a intenção, que foi alcançada, era organizador e disponibilizar o acervo que poderá servir de fonte para várias áreas do conhecimento: jornalismo, literatura, ciência política e economia. A digitalização do acervo está disponível por intermédio de um repositório no site da UFMA: https://bandeiratribuzi.ufma.br/jspui.



“Há de se ressaltar que, a partir de agora, os pesquisadores de diversos campos do conhecimento poderão acessar essas fontes de modo contínuo, impactando no que se sabe até hoje sobre esse importante intelectual maranhense. O maior benefício é para a área acadêmica, sobretudo para as áreas de Ciências Sociais e Humanas. Mas todo cidadão que tiver uma inquietação intelectual sobre a obra de Tribuzi terá maior facilidade para acessar seu conteúdo”, destaca o professor.

AS INFORMAÇÕES SÃO DA FAPEMA
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE 
Julgamento do impeachment começa no dia 25 e Dilma se defende no dia 29

Após duas horas reunido com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e líderes dos partidos, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, definiu o rito do julgamento final da presidenta afastada, Dilma Rousseff, que será presidido por ele.

Pelo calendário, o julgamento terá início na quinta-feira, 25 de agosto, às 9h e, segundo estima o ministro, deve durar no mínimo quatro dias. Os dois primeiros dias serão dedicados à apresentação de questões de ordem e à oitiva das oito testemunhas arroladas. A acusação, que abriu mão de quatro nomes, vai apresentar apenas duas testemunhas, enquanto a defesa manteve as seis a que tem direito.

Fim de semana

Um dos pontos mais polêmicos na definição do rito do julgamento foi em relação à realização de sessões no fim de semana. Pressionado pelo grupo aliado ao presidente interino Michel Temer, que insistiu que os trabalhos continuassem no sábado e no domingo, Lewandowski que não queria sessões no fim de semana, fez uma concessão. Decidiu que, se for preciso, a fase de oitiva de todas testemunhas poderá se estender até a madrugada de sábado.

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A votação será nominal, via painel eletrônico.
O acordo para suspender a sessão após a oitiva das testemunhas e a expectativa de que isso ocorra na madrugada de sábado, no entanto, trouxe preocupação aos senadores da base de Dilma. Para Lindbergh Farias (PT-RJ) não vai dar tempo de ouvir todas as testemunhas dentro do prazo estimado por Lewandowski e o julgamento deverá ocupar também o fim de semana.

“Nós fizemos uma conta e se 40 senadores perguntarem a cada testemunha, esses 40 senadores significam oito horas e meia [para cada testemunha]”, disse, contrariado. “Nós não queríamos que esse julgamento adentrasse o fim de semana. Do jeito que foi feito, tudo indica que vai adentrar sábado e talvez odomingo. Há uma pressão do pessoal da base governista, argumentando uma viagem do Temer para a China. Ora, julgamento de uma presidente da República não pode ser assim”, afirmou.

O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), tem a mesma percepção de que não será possível aos senadores concluírem a oitiva das testemunhas antes do fim de semana. “Nós definimos o prazo final das testemunhas até a madrugada de domingo para segunda-feira. E na segunda a presidente terá todo o espaço para iniciar aqui, às 9 horas da manhã, o seu pronunciamento e as respostas a todas as perguntas formuladas”, prevê. Para Caiado, o mais provável é que o julgamento termine entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta (31).

Oitiva de Dilma

Esgotada essa etapa, na segunda-feira (29) os trabalhos já seriam retomados com a oitiva da presidenta afastada Dilma Rousseff que, pela primeira vez, virá pessoalmente ao Senado se defender das acusações de que teria cometido crime de responsabilidade. Dilma terá 30 minutos para fazer sua defesa mas, segundo Lewandowski, esse tempo poderá ser prorrogado pelo tempo que for necessário.
A partir daí, o presidente do STF, senadores, acusação e defesa terão cinco minutos cada para fazer perguntas a Dilma. Não haverá limite de tempo para resposta da petista.

Ao final da participação da presidenta afastada, acusação e defesa terão uma hora e meia para debater o processo. Serão permitidas ainda réplica e tréplica de uma hora. Se a acusação não utilizar a réplica, não haverá tempo para a tréplica da defesa.
A partir daí senadores inscritos também poderão discutir o processo. Cada parlamentar terá dez minutos.
Na etapa seguinte, o presidente do Supremo lerá um resumo do processo com as fundamentações da acusação e da defesa. Dois senadores favoráveis ao impeachment de Dilma e dois contrários terão cinco minutos cada para encaminhamento de votação.

Após o encaminhamento, Lewandowski fará aos senadores a seguinte pergunta: "Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?"

Votação

A votação será nominal, via painel eletrônico. Se pelo menos 54 dos 81 senadores votarem a favor do impeachment, Dilma será definitivamente afastada e ficará inelegível por 8 anos a partir do fim de 2018, quando se encerraria o seu mandato. Caso esse mínimo de votos não seja alcançado, o processo é arquivado e a petista reassume o mandato.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO JORNAL DO BRASIL
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE
Patriarca de uma dinastia de cartolas, João Havelange morre no Rio
Por mais de quatro décadas, ele ditou os rumos do futebol nativo e mundial, mas viu o prestígio ruir em meio a escândalos de corrupção.
 
Patriarca de uma dinastia de cartolas que ditou os rumos do futebol nativo e mundial por mais de quatro décadas, o brasileiro João Havelange morreu nesta terça-feira 16, no Rio de Janeiro, aos 100 anos. Estava internado no Hospital Samaritano com um quadro de pneumonia, que havia o conduzido a sucessivas internações nos últimos tempos. 

Filho de um comerciante belga que fez fortuna na capital fluminense, Havelange chegou a ser atleta olímpico de natação e polo aquático, mas sempre atuou com mais desenvoltura nos bastidores da cartolagem. 

Por 18 anos ininterruptos, presidiu a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), que à época congregava diversas modalidades esportivas, e não apenas o futebol. Deixou o posto em 1974, ao eleger-se chefe da Fifa. Entronizou-se no cargo por 24 anos, não sem antes preparar a sucessão para o suíço Joseph Blatter, um de seus mais denodados pupilos. 
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Filho de um comerciante belga que fez fortuna na capital fluminense, Havelange chegou a ser atleta olímpico de natação e polo aquático, mas sempre atuou com mais desenvoltura nos bastidores da cartolagem. 
Às vésperas da Copa da Alemanha Ocidental, Havelange aplicou um golpe de mestre no desafiante, Stanley Rous, lendário presidente da entidade. Eurocêntrico, o lorde britânico dava pouca atenção ao futebol praticado nos países periféricos. Havelange percebeu a falta de interlocução do dirigente com as federações menores, como as de nações africanas, e conseguiu amealhar votos para derrotar Rous nas eleições da Fifa. 

No livro Foul! (Falta!, em inglês), o jornalista britânico Andrew Jennings, que dedicou a carreira a revelar o jogo sujo nos bastidores da Fifa, demonstra como Havelange usou a seleção brasileira para desequilibrar a disputa. O então presidente da CBD levava a equipe tricampeã no México, com Pelé de garoto propaganda, para disputar amistosos em "países amigos" e deixava a renda integralmente aos organizadores da partida. 

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