VENTILAÇÃO DE HONAISER PARA EDUCAÇÃO OBEDECE AO CRITÉRIO DOS ACORDOS POLÍTICOS; IMPRENSA 'QUESTIONADORA' É CHAMADA DE PATRULHA; INTENÇÃO DE FLÁVIO DINO É LEGITIMAR A ESCOLHA.

Que uma hora iria acontecer todos já sabiam (imprensa, população, partidos políticos, bajuladores ou pseudo-aliados e oportunistas), mas que seria por esses dias, era impossível prever. Aconteceu: Weverton Rocha(PDT), o conhecido maranhense que chegou a incrível e consolidada carreira política no estado a base de jogadas e tretas notáveis, acaba de impor a Flávio Dino o nome do empresário Márcio Honaiser para a Secretaria de Educação do Estado.

FORA DA REALIDADE?  Weverton pretende interferir junto a Flávio Dino como fazia com Jackson Lago. O Governador permitirá? 
Weverton, que nunca teve problemas em jogar no campo do alpinismo social e dos interesses individuais em detrimento do interesse público, ainda acha que está no governo de Jackson Lago onde assumia deliberada e arbitrariamente decisões que punham em jogo o futuro dos maranhenses. Que, inclusive, penaram com desvios de milhões de reais  somando-se os muitos atos de corrupção do hoje deputado reeleito.

A ‘forçação de barra’ por parte de Weverton Rocha a Flávio Dino mostra a alma do aliado, sua idiossincrasia, seus valores e anseios mais profundos. Não é de hoje que a fixação de Rocha pelo Poder passa dos limites. Ele já revelou em outros casos, destemida inclinação para o enriquecimento ilícito. Dezenas de processos na Justiça contra o deputado comprovam o fato.

PEIXE FORA D'ÁGUA O empresário Márcio Honaiser: qual, de fato, é a relação dele com o Maranhão para assumir uma Pasta tão importante? 
Flávio Dino, como já havia revelado este meio de comunicação, em campanha foi capaz de fazer as alianças mais tórridas para alcançar o objetivo de tornar-se Governador. Hoje eleito, terá de conviver com figuras como Weverton Rocha, que despudoradas e sem noção alguma do espaço da Coletividade, continuam a trabalhar pelo fortalecimento das práticas de politicalha que ferem a toda e qualquer Governabilidade para contemplar amigos, parentes, vizinhos, animais de estimação, empresários e afins. O nome de Márcio Honaiser na cabeça de ponta da ventilação a uma pasta importante e poderosíssima do Governo é somente um sinal do que ele é capaz. E não para por aí.

Os sinais de cumplicidade entre Flávio e Weverton não denotam em nenhum momento que um está tentando ludibriar o outro. O primeiro demonstra sapiência do traquejo do pedetista amigo. Nessa terça-feira(4) a imprensa questionadora da imposição de Weverton Rocha para a Secretaria de Educação foi ‘oficialmente’ chamada de patrulha em release publicado às pressas por setores de outra aliada, a imprensa pró-Dino. É agora proibido revelar detalhes da politicalha que envolve as indicações do Governador eleito ou, na melhor das hipóteses, inaceitável aos meandros das decisões, lançar luz de esclarecimentos à população.
CUMPLICIDADE rendido, Flávio Dino já começa a dá sinais de que os interesses nada comunistas podem suplantar o interesses público 
O perigo reside justamente nessa configuração obscura: se Flávio Dino e Weverton Rocha estão de fato empenhados em sacrificar as populações do estado com uma indicação que nada reflete a realidade da educação do miserável e pobre Maranhão, estarão, portanto, ambos, repetindo seus antecessores. Que, assim como Weverton, sempre pensaram mais em seus chegados para cargos de alta responsabilidade que nos problemas sociais gritando à porta. Weverton sempre esteve nessa rota. Basta agora saber se Flávio Dino já se decidiu por esse caminho. Ou se já começou a trilhá-lo. 



Por Fernando Atallaia
Direto da Redação  


José Dirceu começa a cumprir pena domiciliar

Ele obteve o direito à progressão do regime semiaberto para o aberto no dia 20 de outubro, ao cumprir 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena


Gazeta do Povo 

O ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República José Dirceu deixou no fim da tarde dessa terça-feira (4) a Vara de Execuções Penais, onde assinou o termo que o libera para cumprir prisão em regime aberto, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira (28). Trezentos e cinquenta e quatro dias depois de ter sido preso, o ex-ministro José Dirceu, considerado pelo Ministério Público como o mentor do esquema do mensalão, chegou à vara por volta das 13h e não falou com a imprensa. Condenado na Ação Penal 470, a partir de agora, Dirceu poderá cumprir o restante da pena inicial de sete anos e 11 meses em casa.

Ele obteve o direito à progressão do regime semiaberto para o aberto no dia 20 de outubro, ao cumprir 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena, requisito exigido pela Lei de Execução Penal. Por volta das 13h, o ex-ministro chegou à Vara de Execuções. Depois de ficar dez minutos dentro de seu carro, na lateral do prédio, deu a volta na quadra e parou na entrada principal do edifício. Desceu com seu advogado José Luis Oliveira e Lima e, em meio a cinegrafistas e fotógrafos, passou pela recepção rumo aos elevadores.

PARTICIPAÇÃO NO GOVERNO DE DILMA Após amargar xilindró, Dirceu não vê a hora de começar a dá as cartas no governo da Presidenta 
Em meio à confusão, pelo menos uma mulher que estava no local gritou chamando o ex-ministro de ladrão. Cerca de 3 horas depois, o ex-ministro deixou o prédio da Vara de Execuções, entrou em seu carro e voltou para o escritório onde trabalha.

O ex-ministro, condenado como mentor do esquema de compra de parlamentares durante o primeiro mandato do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, descontou 142 dias da pena por ter trabalhado durante o dia em escritório de advocacia de Brasília e estudado dentro do presídio. Dirceu foi preso no dia 15 de novembro do ano passado.

Rotina

A partir de agora, Dirceu ficará sob observação da Justiça, tendo que se apresentar periodicamente ao juiz responsável pela execução de sua pena. Em tese, passaria as noites numa Casa do Albergado, mas, como não existe este tipo de estabelecimento em Brasília, poderá cumprir o resto de sua pena em casa. Fora da cadeia, Dirceu terá de se recolher à sua residência entre as 21h e 5h. Não poderá frequentar bares, portar armas ou entorpecentes e nem se encontrar com outros condenados da Justiça, sejam eles do processo do mensalão ou não.

A rotina dele agora será outra...
Com a progressão, o ex-ministro também não precisará mais do emprego no escritório de advocacia de José Gerardo Grossi. Graças ao trabalho, ele podia deixar a prisão durante o dia para dar expediente. No regime aberto, Dirceu deve ser autorizado a trabalhar em sua própria empresa de consultoria.
Em prisão domiciliar, o ex-ministro será o quinto beneficiado com a progressão de regime. Atualmente também cumprem o restante da pena em casa Genoino, Delúbio, o ex-tesoureiro do PL, atual PR, Jacinto Lamas, e o ex-deputado do mesmo partido Bispo Rodrigues. Nos próximos dias, também deve ser autorizado a cumprir o restante da pena em casa o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP).

Saída do presídio

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão, deixou na manhã desta terça-feira o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília(CPP) e foi marcada por tumulto e empurra-empurra causados por desentendimento entre seguranças do ex-ministro e um repórter do programa Pânico na TV, da Rede Bandeirantes.

Antes deixar o centro, Dirceu avistou a equipe de reportagem e bradou ainda do lado de dentro do complexo: "Vocês não têm vergonha na cara?". Ao notar que os repórteres não iam embora, o ex-ministro cruzou o portão cercado por dois seguranças que tentavam impedir o repórter do Pânico na TV de entregar um maço de dinheiro ao petista. Como chovia, os seguranças tentavam proteger Dirceu com seus guarda-chuvas. Dirceu embarcou numa caminhonete no horário que costuma sair para trabalhar.

Adriano é denunciado por tráfico de drogas e associação ao tráfico

Gabriela Moreira, do Rio de Janeiro (RJ


O atacante Adriano, que tenta retomar a carreira no futebol francês, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro nesta terça-feira. A acusação é grave: tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas. O primeiro crime prevê pena de até 15 anos de reclusão, e o segundo, dez. Além disso, também pode responder por falsificação de documento.

O caso será avaliado pela 29ª Vara Criminal do Rio, que vai decidir se acata ou não a denúncia oferecida pelos promotores. A denúncia foi feita pela 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Na denúncia, o promotor não vê a necessidade de prisão de Adriano, mas pede que seu passaporte seja recolhido, pela "possibilidade de fuga do jogador, por ser "pessoa com elevados recursos financeiros".