Menina candomblecista vítima de pedrada é alvo de ofensas ao ir fazer exame de corpo de delito
Jovem de 11 anos foi levada pela avó ao Instituto Médico Legal e foi chamada de "macumbeira" por homem que passava pelo local

POR ANA CAROLINA TORRES, DO EXTRA/RIO

RIO — Três dias após levar uma pedrada na cabeça desferida por dois homens que a chamaram de “macumbeira” e dizer que ela deveria “queimar no inferno”, a candomblecista de 11 anos voltou a ser vítima de ofensas, na manhã desta quarta-feira. Ela estava com a avó, Kátia Marinho, de 53 anos, no Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito quando um homem passou e gritou: “A imprensa só dá ibope para macumbeiro e gay!”. Kátia dava uma entrevista pelo telefone ao EXTRA quando as ofensas aconteceram.

— É impressionante. A gente veio para cá de metrô e recebeu muito apoio na rua. No metrô, duas pessoas que disseram ser evangélicas se aproximaram da gente e falaram que não devemos nos abater. Falaram que vão usar branco, para mostrar que não são a favor da intolerância. E agora acontece uma coisa dessas. Mas isso não vai fazer com que eu desista de lutar por justiça. Vamos continuar até o fim — afirmou Kátia.
Para ela, algumas pessoas ainda não conseguiram separar fanatismo de religião:

Um evento criado no Facebook convida as pessoas para uma manifestação contra a intolerância religiosa. A ideia é que todos vistam branco no próximo dia 8 de julho. Mais de quatro mil pessoas já confirmaram participação no evento.
— Apesar disso que acabou de acontecer, estamos com esperança de que esse preconceito diminua. Acabar, sabemos que não vai. Mas temos que acreditar que as pessoas vão ver que somos gente do mesmo jeito que elas. Somos todos a mesma coisa, independente do credo.
Kátia contou ainda que a neta, que havia desistido de usar branco na rua por temer ser alvo de novos episódios de intolerância religiosa, voltou atrás. Nesta quarta, a menina usou as roupas de sua religião para ir ao IML.

— Conversamos muito com ela. Ela entendeu que não pode ceder. A fé tem que ser maior que tudo — disse a avó.
Nesta terça, em entrevista ao EXTRA, a garota chegou a dizer que temia morrer se fosse alvo de novas agressões por causa da religião.

A 38ª DP (Brás de Pina) investiga a agressão sofrida pela menina e tenta identificar os dois homens responsáveis por ela: seriam morenos e jovens, na casa dos 20 anos. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional).

A agressão ocorreu no domingo, na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio. Segundo testemunhas, pessoas que estavam num ponto de ônibus começaram a xingar os candomblecistas que, na ocasião, vestiam com as roupas típicas.


Um evento criado no Facebook convida as pessoas para uma manifestação contra a intolerância religiosa. A ideia é que todos vistam branco no próximo dia 8 de julho. Mais de quatro mil pessoas já confirmaram participação no evento.

Ministério Público do Trabalho determinou que a Prefeitura de Ribamar efetue repasse à Pró-Saúde para acerto salarial

Na audiência de conciliação realizada hoje (17/06) na Procuradoria Regional do Trabalho da 16ª região, a Prefeitura de São José do Ribamar recebeu a determinação de efetuar o repasse de verbas à Pró-Saúde, entidade filantrópica que administrava o Hospital e Maternidade Municipal de São José do Ribamar (HMMSJR), relativo ao montante do acerto salarial do mês de maio que ainda encontrava-se aberto. 

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CALOTE RECONHECIDO Foi necessária a intervenção do Ministério Público do Trabalho para que a gestão do prefeito Gil Cutrim(foto) pagasse o que devia aos funcionários. 

A realização da audiência de conciliação ocorreu porque a Pró-Saúde entrou com petição no Ministério Público do Trabalho (MPT) no dia 3/6 para garantir pagamento aos colaboradores do HMMSJR. A ação judicial também busca a garantia do pagamento das rescisões contratuais e honorários médicos, uma vez que a Pró-Saúde entregou a gestão da unidade hospitalar ao município na data de ontem (16/06), pois o município não honrou com o compromisso contratual, atrasando os repasses financeiros nos últimos cinco meses à entidade.
Na audiência de conciliação de hoje também foi agendada nova audiência para o próximo dia 13/07, para tratar do Termo de Ajustamento de Conduta, quanto ao pagamento dos salários de junho e das rescisões contratuais. Nesta data, a Prefeitura já terá que ter a verba destinada para os fins e deverá repassar à Pró-Saúde, que por sua vez efetuará a quitação dos salários aos colaboradores.
ENTENDA O CASO
No mês de maio, a Pró-Saúde anunciou a não assinatura do termo aditivo do contrato administrativo, firmado com a Prefeitura de São José do Ribamar, para permanecer à frente da gestão do Hospital e Maternidade Municipal de São José do Ribamar, pelos seguintes motivos:

  • Não recebimento dos repasses para pagamento dos médicos, com vencimento no dia 20/05/2015;

  • Não repactuação do contrato administrativo;

  • Dívida expressiva acumulada ao longo da vigência do referido contrato.
A entidade informou, ainda, que permaneceria administrando o Hospital pelo período de 40 dias (que se extingue no próximo dia 30/06), para que a população não ficasse desassistida, desde que o Município cumprisse com os repasses de custeio (o que não aconteceu).
No dia 3/6, a Pró-Saúde acionou a Justiça e o Ministério Público do Trabalho para garantir pagamento aos colaboradores do HMMSJR. A petição também busca a garantia do pagamento das rescisões contratuais e honorários médicos.
Além dessas duas medidas, a entidade também protocolou petição no Ministério Público Estadual e Conselho Regional de Medicina do Maranhão. O objetivo é, igualmente, fazer com que o município cumpra com os seus compromissos financeiros, já que a dívida expressiva acumulada ao longo da vigência do referido contrato impactou, diretamente, no abastecimento do Hospital e no atendimento à população, impedindo a permanência da entidade na gestão do hospital.
Na quinta-feira (11/6), a direção do HMMSJR registrou Boletim de Ocorrência contra a Prefeitura de São José do Ribamar (MA), pois a unidade hospitalar não possuía mais condições de atender pacientes a partir desta semana, paralisando as cirurgias eletivas. Segundo consta no B.O, o registro foi feito para a preservação de direitos, pelo risco iminente de desabastecimento total e desassistência à população.

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                 EMPAREDADO
Desgaste do Prefeito no município e falta de tino para reverter quadros lastimáveis, abriram espaço para vários nomes hoje já oficialmente anunciados como pré-candidatos ao Executivo.

POR FERNANDO ATALLAIA
DIRETO DA REDAÇÃO

A situação do prefeito Josemar Sobreiro (PR) em Paço do Lumiar não é das melhores. Enfrentando acentuado desgaste no município e posto no olho do furacão pelas recentes manifestações populares que trouxeram à tona a constatação de que Josemar não é bom na reversão de conflitos, a população luminense não esconde a ninguém a ânsia de eleger um novo nome em 2016 para o Executivo da cidade.

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O pré-candidato a Prefeito de Paço do Lumiar, Caetano Jorge: em encontro recente, o PMDB confirmou apoio ao seu projeto político.  
Os fatos falam por si. Nos últimos dois meses, afora os já eternamente pré-candidatos dos grupos pasteurizados Aroso e Fonseka, alternativas vindas das novas aparições politicas vem animando os munícipes esperançosos em ver um dia Paço, de fato, andando para frente. Pelo PMDB, o empresário Caetano Jorge é um dos nomes que, assim como Inaldo Pereira(PPL), representam esse novo momento. Ambos vêm ganhando estatura na ambiência politica de Paço do Lumiar e no imaginário dos luminenses que buscam por renovação e mudança na governabilidade.