MARANHÃO CENÁRIOS: 2017, O ANO MAIS ELEITORAL DE UMA DÉCADA


Com o crescente e já acentuado desgaste do governo Flávio Dino, ano tende a ser regido pelo esforço desesperado de manter no comando do estado o projeto de poder dos comunistas
Aliados políticos do governador em debandada prometem vir em 2018 como adversários.

POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR-CHEFE DA AGENCIA BALUARTE

Nos bastidores da politica maranhense não se fala de outro assunto: uma frente ampla composta por dissidentes, revoltosos, insatisfeitos e auto anunciados humilhados pelo governo Flávio Dino já começa a se erigir contra a reeleição de Flávio ao Governo do Estado. O PCdoB , partido do secretário-mor de Dino, Marcio Jerry,  visa a consolidação do projeto de poder da sigla e deverá, segundo informam blogueiros palacianos, ir à caca às bruxas. 

2017, o ano que será irrefutavelmente o mais eleitoral da história politica da última década, por encerrar em si a urgência de se unificar as forças ligadas a Dino em face do desgaste do governador, será também o período da maior articulação para fazer continuar no governo o juiz federal que como politico, visivelmente, não vem tendo tino para segurar a avalanche de contradições que  pontuam a  sua gestão.  

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COMEÇOU! O governador do estado, Flávio Dino: ele terá que enfrentar o ano mais eleitoral da última década a partir de janeiro.
De um lado, a vaidade de alguns poucos secretários do chefe do Executivo e dele mesmo Flávio, desdobrada já nas muitas atitudes de mandonismo registradas até aqui e, do outro, a larga expectativa em torno do governador que pregava a mudança, mas que caiu na vala comum das mesmas ações de impunidade, injustiça e quebra de promessas de campanha. O aumento do ICMS como exemplo. 

Mostrando falta de articulação política e comunicacional, o governo Flávio Dino caminha para um auto isolamento irreversível, consequência  do não distanciamento de fé ideológica de governo eleito para bem administrar. O governador não soube hastear a bandeira vermelha do comunismo apenas na seara ideológica, teve de espraia-la no campo administrativo e continua a fazê-lo, confundindo veia partidária com interesse público. Os maranhenses repudiam a conduta. 

2017 terá gosto de véspera, como foi 2013 para os comunistas na acirrada batalha contra o ‘sarneysismo’. Naquele momento todo esforço, todas as artimanhas, todos os discursos e todas as falácias, seguidas, de falso engajamento politico hoje revelado no único interesse de se tomar o poder do grupo até então dominante, foram utilizados por meia dúzia de políticos ligados a Flávio que viam no descontentamento natural da população com os 40 anos dos Sarneys na governança estadual, um filão para chegarem a Assembleia Legislativa e ao Palácio dos Leões.

Hoje, na contramão dessa realidade, o que há é a insurgência de prefeitos, deputados, vereadores e demais lideranças politicas com a gestão centralizadora de Flávio. O curioso é que se estes que anunciam a debandada foram aqueles que apoiaram Dino para governador, há de se chegar à conclusão que a verve aplicada naquela campanha, cheia de floreios e mítica ideológica, não passou de artificio para a vitória conquista. A partir de janeiro a guerra contra Flávio será a maior já enfrentada por ele. 

Se é que um dia ele já enfrentou alguma.