MPB GANHA FORÇA EM SÃO LUÍS: NOSSO CANTO PROMOVE FORTALECIMENTO DO GÊNERO

Casa de shows aposta no gênero musical que representa o país e que voltou a ganhar  força na capital maranhense. 
 

POR FERNANDO ATALLAIA

DIRETO DA REDAÇÃO


Nem ‘’forró’, nem ‘’funk’’, nem ‘’sertanejo universitário’’, nem tampouco ‘’arrocha’’. O gênero musical que vem fazendo a cabeça dos amantes da música brasileira na capital maranhense é a MPB.
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O Nosso Canto Buteco, localizado  no  bairro Vinhais: referencia e fortalecimento.

E para melhor exemplificar essa constatação, a procura dos maranhenses pelo gênero originalmente representativo do país vem sendo grande nas noites da Grande Ilha. Um dos pubs que aposta na força da MPB em São Luís , é o Nosso Canto Buteco, localizado  no  bairro Vinhais, onde a grande maioria dos músicos  intérpretes do gênero se apresenta, diariamente. O Nosso Canto é uma das casas referencia em MPB na capital.  


O sucesso da chamada Música Popular Brasileira entre a juventude do estado e especialmente a ludovicense se dá pelo fato de as canções do repertório  executado serem atemporais, terem alto nível de elaboração, letras sempre atuais e poéticas e ainda harmoniosas sob o aspecto rítmico. Do pop ao samba. De Charlie Brown Jr a Cartola, a MPB agrada aos mais variados  públicos.
Carlos Berg é cantor e compositor maranhense com 15 anos de carreira

O cantor Carlos Berg é um dos interpretes da MPB que difunde o gênero na capital; repertório que agrada a todos os públicos.

O gênero que havia passado por certa desvalorização diante dos hits do momento que invadem o país  voltou com toda força em São Luís do Maranhão onde encontra em nomes como o do cantor Carlos Berg seus fieis difusores. Berg pertence ao cast do Nosso Canto ao lado de outros músicos igualmente adeptos da MPB e que tem público certo para suas apresentações. No repertório do artista uma mescla de rock nacional , blues, canções autorais  e , claro, um passeio pelo cancioneiro popular brasileiro. 


A MPB em São Luís nunca esteve em tão bom momento. 

Desmatamento pode colocar Amazônia em ‘ciclo mortal’, diz estudo 

Perda de cobertura florestal deixaria o ecossistema semelhante ao do Cerrado.

Sob constante pressão do desmatamento e ameaçada pelas mudanças climáticas, a Floresta Amazônica corre o risco de entrar num “ciclo mortal” que pode levar o ecossistema a se transformar em algo mais parecido com o Cerrado. De acordo com um estudo liderado por pesquisadores do Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático, baseado na Alemanha, a perda de cobertura florestal provoca uma redução na umidade do ar, desbalanceando o sistema e tornando outras regiões mais suscetíveis ao desflorestamento. Modelos computacionais indicam que sob condições de seca, essas perdas adicionais, classificadas como “autoamplificadas”, variam entre 10% e 13%.

— Sabemos que a redução das chuvas aumenta o risco de perdas florestais e, por outro lado, as perdas florestais intensificam as secas. Por isso, mais secas levam a menos florestas, que geram mais secas e assim por diante — afirma Delphine Clara Zemp, pesquisadora do Instituto Postdam e líder do estudo publicado em março na revista “Nature”.

Esse efeito dominó tem potencial para desestabilizar o equilíbrio do ciclo das águas na Amazônia. Hoje, a umidade penetra no continente vinda do Oceano Atlântico, carregada pelos ventos alísios até o Andes. Durante o percurso, essa umidade se condensa em chuvas torrenciais, que suportam a riqueza do bioma. Mas grande parte dessa água, em média 70% nas áreas de floresta tropical, retorna para a atmosfera pela evapotranspiração — evaporação da água no solo e da transpiração das plantas — e continua o seu caminho em direção ao interior do continente.

Em áreas com a vegetação típica do Cerrado, só 57% do vapor d’água retorna para a atmosfera. E essas perdas vão se acumulando ao longo do caminho, aumentando o risco de secas nas regiões mais internas do continente e a consequente perda de cobertura florestal.

— A região da Amazônia possui dois estados de equilíbrio possíveis. Um deles é o atual, de floresta tropical, e o outro é o de Cerrado. Nós temos a floresta tropical porque as condições de umidade — com muitas chuvas — e de temperaturas amenas são favoráveis — explica Henrique Barbosa, pesquisador do Instituto de Física da USP e coautor da pesquisa. — Se você reduz as chuvas e aumenta as temperaturas, que é o que está acontecendo, o Cerrado passa a ser favorecido.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento voltou a crescer na Amazônia brasileira. No ano passado foram desmatados 7.989 km², aumento de 29% em relação ao ano anterior. Além da atividade humana local, a região sofre com a pressão global das mudanças climáticas: desde 2005, foram três períodos de seca intensos. As projeções indicam a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, com secas fortes e prolongadas.

— Mais do que determinar o que vai acontecer, esse estudo serve como um alerta — acredita a pesquisadora Marina Hirota, da Universidade Federal de Santa Catarina e coautora do estudo, ressaltando que não concorda com a previsão de savanização da Amazônia. — O que nós sabemos é que esse círculo vicioso, essa desestabilização, provoca perdas na floresta sem que o homem tenha que ir lá e desmatar.

BOA NOTÍCIA

Apesar das previsões, o estudo indica forte resiliência do ecossistema amazônico. Por ser heterogêneo, as diferentes espécies de plantas resistem de forma diversa aos períodos de seca, e fornecem maior resistência às alterações nos regimes de precipitação.

— Uma pessoa tem dez vasos com espécies de plantas diferentes na varanda, precisa viajar e pede para o vizinho regar. Por mais que ele regue todos os dias, ele coloca men