METENDO A MÃO NO SEU BOLSO! DEPUTADOS MARANHENSES REAJUSTAM SALÁRIOS EM 26%

Deputados estaduais maranhenses reajustam salários em 26%
Usando a prerrogativa de adequar salário ao dos deputados federais, deputados estaduais maranhenses garantem aumento em seus vencimentos e vão passar a ganhar R$25.322,25


Às vésperas de acabar o ano, a Assembleia Legislativa do Maranhão estava agitada e os deputados tinha um motivo especial: aprovação do aumento de salário dos parlamentares. A proposta apresentada era de que o subsidio obedeça formalmente a 75% do valor do vencimento dos deputados federais. Com a aprovação do Congresso Nacional dos salários dos deputados federais para R$ 33,7 mil, os membros do legislativo maranhense vão passar a ganhar R$25.322,25, o que representa um reajuste de 26%. Segundo os deputados o aumento é para cobrir a inflação acumulada entre 2011 e 2014.

Além da aprovação deste salário, governador, vice-governador e secretários de estado tiveram reajustes também, porém estes ficaram apenas na faixa de 6,5%, recuperando apenas as perdas da inflação. As duas proposições foram aprovadas pelo Plenário da Casa Em regime de urgência

O deputado Marcelo Tavares entende que não houve aumento real de salário, apenas um reajuste da inflação e frisou que o pedido não foi feito pelo governador eleito, Flávio Dino. “Você sabe quanto vai ganhar o governador? O reajuste que foi feito foi apenas o da inflação. O reajuste é anual e obrigatório, não foi proposto pelo governador Flávio Dino. O que está aí foi proposto pela Comissão de Orçamento e é feito anualmente sem nenhum ganho real, há algum tempo”, disse.
MAMATA BOA O deputado estadual eleito Vinicius Louro será um dos agraciados com a merrequinha mensal de R$25.322,25 durante os próximos quatro anos 

Sobre abrir mão do reajuste, Marcelo Tavares justificou que a medida poderia impactar nos servidores públicos estaduais. “O salário do governador é o teto do funcionalismo público estadual. Quando o governador pede, em tese para diminuir o seu salário, ele está, em tese determinando a diminuição do salário do funcionalismo público. É feito pensando no funcionalismo público”, afirmou.

O deputado Othelino Neto partilha da mesma opinião. “No caso do governador e dos secretários, foi aplicado somente um reajuste, somados os últimos quatro anos, não foi aumento, foi reajuste com base na inflação”, afirmou.

Sobre a possibilidade de aumento para os deputados estaduais, Othelino também afirma que a Assembleia segue uma tendência do Congresso. “Os vencimentos dos deputados estaduais vai continuar acompanhando, de acordo com o que estabelece a Lei, o dos deputados federais, será 75% do que for fixado pelo Congresso Nacional”, declarou.

O presidente da Comissão de Orçamento da Assembleia, deputado Roberto Costa, declarou que o Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da própria Comissão tem como objetivo apenas de adequar o que já vinha sendo feito. “O deputado estadual já recebe 75% do que recebe o deputado federal. O projeto de Lei garante a continuidade do que já vinha sendo executado. Assim como os vereadores de São Luís terão direito a 70% do que o deputado estadual ganha. Isso não é uma determinação criada pela Assembleia do Maranhão”, defendeu.

A respeito do aumento do subsídio do governador, Costa também partilhou do pensamento dos colegas parlamentares e declarou que era preciso ajustar à inflação. “Quem determina os aumentos de salários do governador, vice e secretários é a Assembleia. O que nós fizemos foi corrigir os salários de acordo com o aumento da inflação. Só irá vigorar a partir do ano que vem”, disse. 

Munição pesada é vendida sem controle em mercearias no Maranhão

Flagrantes foram feitos em lojas de Santa Quitéria e Magalhães de Almeida.
Em vídeo, atirador demonstra poder de impacto das munições calibre 12.


Por Sidney Pereira/TV Mirante

Um dos motivos apontados para o aumento da violência em todo o país é o uso ilegal de armas e munição. No interior do estado, repórteres da TV Mirante conseguiram comprar livremente munição que deveria ser vendida sob rigorosa fiscalização.
É uma loja como tantas outras no país, mas lá é possível comprar um produto que não poderia estar à venda neste local - cartuchos carregados, que só poderiam ser vendidos com autorização do exército brasileiro.
"É calibre 16, né?". "É 12". "Quatro 12. Carregado".
Na loja de material para o campo em Santa Quitéria, no norte do Maranhão, compramos cartuchos calibre 12 sem nenhum documento de identificação. Retornamos à loja, desta vez, sem esconder a câmera. O comerciante José Camilo até reconhece a proibição e nega que venda munição de calibre grosso.
SEM CONTROLE O comércio de munições é feito sem nenhum controle na maioria dos municípios do Maranhão
"Eu vendia antes, eu vendia. Mas, quando começou eu ver que aquilo não tava certo, aí eu vendo esses chumbinho, é pólvora, é espoletinha pra espingarda de ouvido. Só".
O comércio de munições é feito sem nenhum controle na maioria dos municípios do Maranhão. Basta ter o dinheiro e é possível comprar cartuchos calibre 12, de alto poder de impacto.
Nesta mercearia em Magalhães de Almeida, na divisa do Maranhão com o Piauí, o comerciante até incentiva a compra de munição calibre 16, recomendados para caça. "Derruba um elefante".
A compra é feita sem nenhum documento. Quando retornamos, a conversa muda. "Eu ainda vendo chumbo, só espoleta". "E cartucho carregado, o senhor vende?". "Não. Larguei". "Há muito tempo que o senhor vende?". "Há muitos tempos que eu larguei". "Há mais ou menos quanto tempo o senhor parou?". "Tem, talvez, tem uns dois anos".
Para demonstrar o poder de impacto desse tipo de munição, um atirador do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar usa os cartuchos calibre 12. O alvo é uma melancia de 8 kg. O segundo tiro é em um garrafão com água.
"Comércio ilegal de munição é um dos grandes fatores de aumento da criminalidade", explica o Cel. José Frederico Pereira.
O Estatuto do Desarmamento determina que apenas lojas cadastradas vendam munição e para quem tem arma registrada correspondente ao calibre procurado.
Para a Polícia Militar, o comércio ilegal é um dos fatores para o aumento da taxa de homicídios no Maranhão, que passou de 11,7 em 2004, quando a Lei entrou em vigor, para 26 a cada 100 mil habitantes em 2012, segundo o Mapa de Violência no país.
Este ano, na Região Metropolitana de São Luís já ocorrem 849 homicídios, segundo relatório da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
O chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, um dos órgãos que controla a venda de munição no estado reconhece que não tem como controlar o comércio ilegal.
"Nós só somos capazes, só temos condição de fiscalizar as pessoas e as empresas que são legalmente constituídas, autorizadas, para essa prática", informa Petronilio.
"A arma mata. A arma não é só pra caça e, pra isso, tem uma legislação que permite o uso, quando não é permitido, é muito arriscado, muito perigoso para a população", diz o secretário de Segurança Pública do Maranhão Marcos Affonso.

Vigilantes disparam dentro de escola municipal de São Luís

Na manhã de hoje foi registrada uma briga entre vigilantes de uma escola em São Luís. Durante troca de plantão, os vigilantes se desentenderam, o que desencadeou uma discussão, culminando em efetuação de disparos. O fato aconteceu na escola municipal Unidade de Educação Básica Luís Viana, na Avenida D José Delgado, no bairro da Alemanha.
Vigilantes discutiram durante troca de plantão (Foto: portal iDifusora)
Vigilantes discutiram durante troca de plantão (Foto: portal iDifusora)
As primeiras informações dão conta que, no momento da confusão, dois tiros foram disparados para cima. As aulas foram suspensas e a SEMED ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Fome ainda é um pesadelo para 52 milhões de brasileiros
O número de domicílios em situação de insegurança alimentar no Brasil continua caindo, mas ainda existem cerca de 52 milhões de brasileiros sem acesso diário à comida de qualidade e na quantidade satisfatória.
No Nordeste, todos os estados apresentaram taxas inferiores à média nacional (77,4%). Na Região Norte, apenas Rondônia registrou prevalência de segurança alimentar acima da média nacional, 78,4%.
Segundo o suplemento de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, divulgado hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 65,3 milhões de domicílios registrados, 22,6% estavam em situação de insegurança alimentar. Esse percentual era 29,5% em 2009 e 34,8% em 2004, anos anteriores da pesquisa.